Pretos na Moda: conheça o coletivo que deseja acabar com o racismo na indústria

Pretos na Moda: conheça o coletivo que deseja acabar com o racismo na indústria

Dos perfis nas redes sociais que se propuseram a denunciar o racismo na moda, o @PretosNaModa tem se mostrado o mais consistente no combate ao crime, apesar de poucas iniciativas até agora, por três motivos: 1) não é anônimo; 2) é composto por 40 pessoas do mercado, entre elas as primeiras modelos que falaram abertamente sobre os crimes na indústria, como Camila Simões, Natasha Soares e Thayná Santos; 3) promete um trabalho completo de consultoria e inclusão. "Não tem como combater o racismo se não colocarmos um rosto na luta. Se o perfil fosse anônimo, as pessoas sempre achariam uma desculpa para dizer que não dá para mudar a estrutura", diz Natasha. 

Longe de praticar o esvaziamento da pauta racial, brecha que detectamos na luta antirracista, o grupo tem se dividido para pensar em iniciativas que vão além das denúncias e que possam impactar positivamente a vida de profissionais negros que chegam ao mercado. "Estamos tão saturados de tanta injustiça que só nos restou uma solução: tomar coragem e bater de frente", diz Camila. As duas modelos estão na carreira há quatro anos e quando pensam nas transformações que gostariam, o coletivo vem primeiro. "Era para estarmos colhendo os frutos de uma mudança que já deveria ter acontecido. Como não foi assim, temos que ser os agentes do agora para que os próximos aproveitem", explica.    

Se por um lado a imagem do quadrado preto, ação da #BlackOutTuesday, gerou a sensação de dever cumprido em quem defende a causa, elas explicam que é preciso ultrapassar as redes sociais para ajudar efetivamente. "Pretendemos produzir um conteúdo criativo com dicas, informações e soluções cabíveis ao mercado. E também estamos abertos para conversar com as empresas que desejam construir um caminho verdadeiro de inclusão", diz Natasha.

Apesar de genuína, a movimentação, que surgiu a partir do Vidas Negras Importam, também gera receio entre uma mensagem de apoio e outra. "Estamos nos apropriando dessa força, mas não podemos negar a ansiedade que vem da incerteza. A moda é a principal fonte de renda para quase todos nós, mas o fato de não estarmos lucrando com essas ações mostra o quanto precisamos encarar tudo isso", conta.  "Esse meio tem muito boicote. O cancelamente já existia há muito tempo na moda antes de existir na internet. Algumas meninas do grupo, por exemplo, receberam algumas ameaças em seus perfis privados", diz Camila.  

Ainda assim, durante live no Instagram da Glamour Brasil, Camila afirmou que nenhuma mudança de comportamento a faria trabalhar com a estilista Gloria Coelho, por exemplo, novamente. "Nem se eu precisasse, não tenho estômago para isso. Ela é parte do começo da minha carreira e marca a minha entrada na moda como o meu pior momento", disse. Evitar esse tipo de trauma é um trabalho exclusivo das marcas, estilistas ou qualquer profissional que esteja no topo da cadeia. "Existem muitas outras mudanças a serem feitas, mas neste primeiro momento esperamos que todos os corpos sejam respeitados, que o valor pago seja justo, que as oportunidades sejam oferecidas pelo talento e dedicação, e que todos que cometem ator criminosos sejam punidos", diz.

 Digital Seller 8 Meses atrás
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